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Sinpro e Sinteep debatem agenda de retirada de direitos dos trabalhadores

Deputado Elvino Bohn Gass foi um dos convidados
Deputado Elvino Bohn Gass foi um dos convidados
Publicada em 14/05/2019.

O Centro de Eventos da Unijuí sediou, na última segunda feira, 13, um seminário promovido conjuntamente pelo Sinpro Noroeste e pelo Sinteep a fim de apresentar em detalhes as consequências das reformas Trabalhista, já em vigor, e da Previdência, que está sendo analisada pelo Congresso Nacional.

Um dos convidados foi o deputado federal gaúcho Elvino Bohn Gass. Em sua fala, ele fez uma análise crítica e explicitou o fato de que a proposta para restringir o acesso aos benefícios previdenciários segue uma agenda mais ampla, iniciada com a reforma Trabalhista –que entrou em vigor em novembro de 2017 -, cujo objetivo central é retirar direitos dos trabalhadores.

“Está muito clara a trajetória de um projeto político e ideológico maior, que tem como função primordial destruir o rol de direitos trabalhistas conquistados a duras penas nas últimas décadas. Para convencer o povo de que essas propostas são necessárias, se utilizam de falácias, como a ideia de que a reforma Trabalhista iria gerar empregos, o que se provou uma grande mentira: nunca tivemos tanto desemprego como agora”, pontuou Bohn Gass.

Ainda conforme o parlamentar, a reforma da Previdência segue a mesma lógica, dessa vez com o intento de permitir que o governo possa ‘economizar’ com a retirada de recursos da faixa mais pobre da população.

“Por isso, o discurso de combate a privilégios que o governo propagandeia é mais uma mentira, já que mais de R$ 700 bilhões serão retirados daqueles que ganhariam até um salário mínimo, caso essa reforma seja aprovada”, completou o deputado.

Outra convidada foi a professora do curso de Direito da Unijuí, Nelci Meneguzzo. Ela apresentou as características técnicas do projeto de reforma da Previdência, evidenciando que as mudanças vão produzir distorções em todos os campos do sistema previdenciário. Segundo ela, haverá impacto negativo no pagamento de itens como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos de baixa renda, e até nos valores do auxílio-doença.

Ao fim do evento, e após diversas falas do público presente, também ficou claro que o modelo de capitalização proposto na atual reforma produzirá déficits ainda maiores ao sistema previdenciário, visto que os trabalhadores que entrarem no mercado após a reforma não contribuirão para o atual sistema, que utiliza como base a repartição, e que precisará bancar os benefícios de trabalhadores que estão na ativa atualmente.